quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Era uma manhã tranquila, café e uma boa música era tudo o que eu precisava. Camisa, sapatos e um bom penteado, eu estava pronto para começar o dia.


Correria, trânsito o tempo estava passando .
06:15hs e uma voz surge, seu voo saí as 06:30hs. Medo, altura, Avião. Era a minha primeira vez nessa grande aventura.


Não havia mais como fugir, o frio na barriga tomou conta. Novamente ecoa aquela voz que ao mesmo tempo que parecia doce, parecia ser capaz de destruir mil ondas sonoras. Senhor é chegada a hora do embarque por favor me acompanhe .


Fechei os olhos e segui em frente.. " tun .. tun " era só o que eu podia ouvir, as batidas do meu coração aceleradamente batendo em um ritmo frenético


Embarquei e de repente tudo se calou, era um silêncio tanto quanto ensurdecedor.
Gritos... Não pode ser, no meu sonho ? Impossível. Máscaras a minha frente, o que estava acontecendo o avião estava caindo.


Tudo se apagou. Caí de um desespero interno a um coma instantâneo, sonhava com flores em um campo e somente eu ali deitado observando a seiva que caía constantemente das árvores ao meu redor.



Gritos de repente ecoam, tendo ignora-los sabia que algo nao estava certo mais a dor que aqueles gritos me passavam me faziam excluir a ideia de abrir os olhos, mas cedo ou tarde eu teria que encaram o que meus olhos se negavam a ver.

Sangue, corpos partes deles espalhados por todo o espaço em que inutilmente eu sonhava estar a salvo, o que eu poderia fazer, eu estava preso em baixo de destroços do brinquedo mais cogitado da minha aventura.



Olhei para o avião e só pude observar o sofrimentos daqueles que ainda estavam vivos e através de seus olhos, gritos e movimentos desesperados com os quais se debatiam contra o vidro me deixaram completamente amedrontado, e com o ar que e restava nos pulmões eu " Gritei, esbravejei, pedi por socorro " Mas pela primeira vez o silêncio tomou conta e o que poderia ser uma sirene se tornou assobios de anti de tanto desespero eu me senti silenciado.



Eu nao poderia me sentir mais inútil do que naquele momento, eu simplesmente o vi cair como um jogo de domino um após o outro. Ao passar de algumas horas o resgate chegou e com os olhos espantados um dos homens me olhou e sem saber o que expressar ou dizer murmurou " Eu sinto muito " .




Naqueles instante minha alma gelou eu sabia que nao havia perdido parentes afinal não conhecia ninguém que estava naquele avião. O homem perguntou meu nome e em seguida me levou  a um hospital onde eu pude descansar e me curar calmamente.




De volta para casa eu precisava desconsoladamente contar a uma pessoa o que havia acontecido.



Assim que me viu, ela nao aguentou e desabou em eus braços como uma folha que havia acabado de cair. Eu nao pude evitar e logo após olhando em seus olho,s que a essa altura estavam brilhantes de alegria ao me ver.














E com toda a frieza no olhar dirigi-me ate ela e em poucas palavras disse: " Mãe, eu nao sei como explicar mais aquele garoto que a senhora tanto amava, morreu hoje. Esse corpo que está a sua frente ja não é o mesmo, eu queria poder dizer que a amo. Mas a dor que eu vi me machucou tanto quanto um vidro se estilhaçado dentro do eu peito, minha alma se foi ... 

" Eu queria poder dizer, Mãe eu ainda estou aqui. Seu filho amado e querido. Mas a dor gritava mais alto dentro de mim me forçando a me calar e deixar com o que minha alma se perdesse em um labirinto pelo qual eu jamais conseguiria sair. " 








Um comentário:

  1. Nossa!!! esse texto foi muito profundo...estou meio que sem palavras para descrevê-lo
    Emily Jacky

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